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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Moedas sociais: outro modo de trabalhar com o dinheiro

Em algumas comunidades organizadas, a moeda preferencial deixou de ser o real. Moradores locais gerenciam os bancos comunitários. No Brasil já existem mais de 50 moedas sociais e a expectativa é que, em dois anos, haja cerca de cem bancos comunitários.

Todos nós conhecemos o dólar, o real, o euro. Mas, você já ouviu falar em apuanãs? E freires, sampaios, vistas lindas ou moradias em ação, você conhece? São as cinco moedas sociais aceitas pelo comércio de algumas comunidades da cidade de São Paulo desde meados do ano passado. Isso significa que em alguns bairros a moeda preferencial deixou de ser o real.
No Jardim Filhos da Terra, na zona norte, os comerciantes passaram a aceitar os apuanãs. No Jardim Maria Sampaio, na zona sul da capital, a moeda que circula é o sampaio. Os freires são aceitos no Jardim Inácio Monteiro, na zona leste, os vistas lindas são do Jardim Donária, na zona oeste, e os moradias em ação, do Jardim São Luiz, na zona sul.
A moeda social é muito importante para a comunidade porque faz com que a riqueza do bairro gire nele. Isso ocorre, porque ela é aceita apenas pelos empreendimentos do bairro cadastrados no Banco Comunitário, permitindo a esses empreendimentos fazer a troca da moeda social por reais. Os Bancos Comunitários são projetos de apoio à economia popular de municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano e prestam serviço financeiro solidário em rede de natureza associativa e comunitária. Além disso, atuam para a geração de trabalho e renda promovendo a economia solidária.
As moedas sociais permitem uma maior circulação de riquezas na comunidade, aumentando o número de transações econômicas e permitindo o desenvolvimento econômico local. Neste aspecto, saem ganhando tanto o consumidor morador da comunidade, pois tem acesso ao crédito em moeda social, quanto o empreendimento, pois tem mais clientes.

No Brasil existem atualmente 51 moedas sociais - Elas não substituem o real – a ideia é que funcionem de modo complementar à moeda nacional, mas desenvolvendo as economias locais. Para isso, é preciso que tenham lastro em real, ou seja, para cada uma das moedas sociais usadas, deve-se ter “guardada” uma moeda em real. Reconhecidas pelo Banco Central, as moedas sociais precisam, para serem criadas, de comunidades com uma associação de moradores bem estruturada.
O primeiro banco comunitário brasileiro foi o Banco Palmas, que surgiu em 1998, no Conjunto Palmeira, bairro da periferia de Fortaleza. Em 2003, a comunidade se organizou e criou o Instituto Palmas, que hoje é responsável pela abertura da maioria dos bancos comunitários existentes no país, entre eles, os de São Paulo. A expectativa para os próximos dois anos é de que sejam criados mais 100 bancos comunitários em todo o Brasil.
O Ceará é o Estado que mais concentra as moedas sociais. Em municípios pequenos, elas valem na cidade toda. É o caso de Acaraú, Tamboril e Paramoti.
As moedas sociais também existem em outros países. Na Argentina, chegaram a atingir quase 1 milhão de pessoas, após a crise econômica de 2001.

FONTE: Instituto Akatu

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