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terça-feira, 2 de março de 2010

A alquimia nada fácil das grávidas

Aquele tom quase beatífico da gravidez, vendido pela mídia, não existe. Tampouco é felicidade todo o tempo, pois tem também sua cota de angústia e medo.
Carioca de Duque de Caxias, morando nos Estados Unidos, Patricia Ariel já passou por esse choque de realismo. Mas, como conta aqui num lindo depoimento, percebe que não há metamorfose sem dor. Render-se a esta, justamente, é a chave para mergulhar na magia do mundo.
“O corpo novo, em constante metamorfose, cada vez mais pleno. O ventre lunar, os seios. As alegrias da preparação. A maior aproximação com o companheiro, o aumento da cumplicidade”, Patrícia relata-nos o que é esse processo alquímico: fogo, terra, ar e água se misturando dentro de você.


Naquela semana não foi difícil entender os sinais. Meu corpo sempre falou comigo de forma muito clara. Ansiedade e alegria se confundiam. E havia ainda a incerteza, o medo de que nada daquilo fosse verdade, da reação do marido e de tudo o mais que estivesse por vir. Não foi uma gravidez exatamente planejada, embora o sonho já tivesse há muito criado raízes no meu coração. E como os caminhos da natureza, que é mãe sábia, não são para ser questionados, compreendi que meu momento chegara e o abracei.
No céu, eu tinha Saturno em aspecto com a Lua (amadurecimento do feminino), Plutão na casa 5, a casa dos filhos. Refleti durante todos esses meses nesse simbolismo, em como ele tem se descortinado para mim, em sua visceralidade e beleza. Plutão tem a ver com morte e renascimento, transformação, alquimia. Com deixar ir o velho para que o novo se estabeleça. E isso quase nunca é fácil. Mas, no fim, completado o trabalho, o maravilhoso se revela.
Gravidez não é cor-de-rosa, bem disse uma amiga. O início foi difícil. O corpo sofria, em seu esforço por se adaptar; a distância da família trouxe solidão. Houve incerteza quanto ao futuro. Mas houve também silêncio e música; uma música que vinha de dentro, mansa e brilhante, como água.
Descobri que aquele estado quase beatífico, vendido pela mídia e pelos romances, não existe. A conexão com o bebê não surge do dia para a noite, vem de mansinho, com o som da batida do coração, os movimentos iniciais, a primeira imagem no ultrasom.

Tampouco é felicidade todo o tempo, pois tem também sua cota de angústia e medo. Nada parece ser mais como antes, desarruma-se a casa, o mundo vira de ponta-cabeça. Mas é como as coisas precisam ser, pois não há metamorfose sem dor. Render-se a ela é um adentrar na magia do mundo. É um compartilhar com a criação divina, quase um processo alquímico: fogo, terra, ar e água se misturando dentro de você, e te modificando por inteiro, alma e corpo. É preciso mesclar-se ao tempo, aos ancestrais, morrer e renascer com aquele que vem.

Gerar vida é ato sagrado. É o ápice da condição feminina, sua vivência máxima. É quando nos compreendemos deusas, receptáculo de luz – não divas descartáveis, efêmeras, proclamando uma liberdade vazia de sentido.
Esse processo, em mim, tem sido extremamente prazeroso e rico em sensações e emoções diferentes. Tudo é vivido com muita intensidade. O corpo novo, em constante metamorfose, cada vez mais pleno. O ventre lunar, os seios. As alegrias da preparação. A maior aproximação com o companheiro, o aumento da cumplicidade.
No conhecimento de uma nova dimensão de amor, sinto que descubro mais do mundo e de mim mesma. E é estimulante pensar em tudo o que ainda tenho a conhecer e aprender. Imaginar a mãozinha pequenina que vai me guiar por caminhos novos, revelando-me todo um universo.
A espera vai terminando… Aqui no hemisfério norte é outono, minha estação preferida. Tudo está perfeito como o sorriso doce das folhas coloridas, e me pergunto se já haverá neve na janela quando ela chegar. Plutão fez seu trabalho, como o grande alquimista que é. E eu deixo a mão da vida guiar-me sem pressa e sem medo do futuro.

Patricia Ariel
Ilustradora, Arte-educadora e Astróloga, (futura) mãe de Isobel
solstitium@gmail.com
website: http://www.patricia-ariel.com
blog: http://inspirais.blogspot.com
Frankfort/USA

Ilustração
Patricia Ariel

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